No último mês, abrindo qualquer site de esportes, lia-se a cada dia pelo menos uma notícia sobre Tevez ou Kléber. O argentino, atualmente no Manchester City, da Inglaterra, envolveu-se numa polêmica com seu treinador, Roberto Mancini, após recusar-se a entrar no segundo tempo de uma partida. Kléber, que equivocadamente era considerado ídolo por alguns palmeirenses, teve atitude semelhante, discutindo com Felipão e liderando uma “greve de concentração” entre os companheiros de equipe.
Há semelhança na atitude dos dois jogadores. Ambos, sabidamente, já não pretendiam permanecer em seus atuais clubes. Clubes estes com o qual firmaram contrato, comprometendo-se a prestar serviços mediante a um – em ambos os casos – alto salário. No entanto, os contratos celebrados entre clube e atleta parecem ter perdido valor no futebol. Tevez, no início da atual temporada, redigiu uma carta destinada à diretoria do Manchester City onde se dizia insatisfeito e infeliz, solicitando sua liberação para jogar mais perto de sua família. O palmeirense Kléber fez pior: diante de um interesse de outro clube, meteu a boca nos microfones da imprensa para clamar por valorização e chamar um dirigente de mau caráter. Os salários pagos e as multas rescisórias? A duração do contrato que assinaram? Os torcedores? Dane-se.
Tevez e Kléber têm histórico de saídas conturbadas dos clubes. Kléber forçou a barra para sair do Cruzeiro, com o qual tinha contrato, para ir para o Palmeiras que dizia amar. Tevez, só na Inglaterra, saiu brigado com West Ham e Manchester United. Isso sem contar a maneira como saiu do Corinthians, clube com o qual flerta novamente.
Aí está outra importante questão. Mesmo com o histórico dos dois jogadores, há quem os deseje em seu clube, como as diretorias de Grêmio e Corinthians. Uma coisa é certa: esses dois ainda renderão muitos meses de polêmicas. Mas Grêmio e Corinthians ignoram isso. Não foram com eles, então que se dane...
@FabioNohbrega
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