Ok, eu sei: o título é manjado. Mas não há como escrever sobre o time do Santos de maneira diferente. Neymar está levando o time do Santos nas costas. Simples assim.
Sou muito reticente para escrever sobre as partidas. Penso que não há nada de interessante em escrever uma crônica, detalhando a partida, através de minuciosas e longas frases. Já fiz isso uma vez aqui, e depois de ler o texto algum tempo depois, vi que era desnecessário.Textos como aquele podem ser lidos em sites como globoesporte.com , lancenet.com.br e espn.com.br .... Decidi desde a longínqua leitura que, se fosse para falar sobre alguma partida específica, seria para apontar detalhes não costumeiros nas crônicas dos sites que citei.
Dito isso, vamos ao fatos:
Ontem não vi o jogo do Santos inteiro. Dormi pouco depois dos 30 minutos do primeiro tempo. Acabo de ver os melhores momentos da partida. Sei que não é o ideal comentar um jogo se não o assistiu por completo. Porém, o pouco que vi foi o suficiente para escrever esse texto.
Quando vi a escalação torci o nariz. Não gostei - e continuando não gostando - da escalação de Muricy Ramalho com Adriano, Arouca, Danilo e Elano no meio de campo. Com o talentoso Alan Patrik no banco, apostar em Elano para armar o jogo me soa muito cautesolo - coisa que sabidamente Muricy é. Está mais do que comprovado que Elano necessita de mais um meia ao seu lado para que seu jogo renda. Com o Alan Patrik junto de Elano, os volantes paraguaios teriam mais um cara para se preocupar, o que impediria, por exemplo, os recorrentes avanços dos mesmos ao ataque como visto nos minutos iniciais. Isso sem citar que o time de Muricy era o mandante...
Mas o Santos tem Neymar. E como esse cara está jogando bola. Cada vez mais maduro, Neymar é o responsável por todas as jogadas ofensivas do Santos. Seu jogo está mais produtivo, mais coletivo, menos individualista. Neymar dribla, mas, como se diz, "pra dentro do gol". E não pode ser ele o responsável por armar o jogo. O esquema ideal para que ele brilhe é aquele onde há um meia de fato (Ganso e Alan Patrik) e um centroavante que faça o pivô (não é o caso do Zé Eduardo). Borges tem tudo pra encaixar nesse time.
Não estou "gorando", mas acho 1 a 0 pouco. Jogando em casa, o Santos deveria ser mais agudo. O time do Cerro Porteño não é lá de todo ruim, não chegou às semi finais por acaso. O jogo de volta promete muita emoção, estádio lotado. E já citei num texto aqui, a dificuldade das equipes brasileiras em jogos desse tipo.
O Santos não pode a todo momento depender de Neymar.
@FabioNohbrega
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
#60 - Em 140 caracteres...
Às 10h05 aproximadamente, o amigo Caio (@caio_gdf) postou algo no twitter que concordei - e retwittei, inclusive - e que casa direitinho com o que vimos nesta quarta. Disse o profeta Caio: " O clima de espectativa que o brasileiro tem sobre esse campeonato atrapalha....Porra, futebol ñ tem segredo é so jogar bola!! " (sic).
Não estou, obviamente, dizendo que os clubes brasileiros devam deixar de lado a Libertadores. Ela é importantíssima para o clube, sobretudo, financeiramente. Ocorre que não vejo necessidade de se mudar da água para o vinho a maneira de jogar da equipe, de sair igual a uma boiada em em direção ao ataque, deixando a defesa desguarnecida quando se joga em casa ou de colocar os incontáveis defensores quando é o visitante. Como escreve Caio "...É só jogar bola!!".
Cheguei em casa hoje quando o jogo do Internacional já estava no intervalo. Pasmo, vi em 5 minutos o fraquíssimo Penãrol virar o jogo e voltar de Porto Alegre com a vaga às quartas de final. O Inter absurdamente parou após sofrer o primeiro gol. Recorro novamente a um post de @caio_gdf no twitter, escrito três minutos antes do primeiro: "Time brasileiro na libertadores é quase smp a msm coisa...tomam um gol e entram em choque....qdo isso vai mudar eu nao sei..." (sic). O motivo dos clubes entrarem "em choque" é, de fato, inexplicável.
As equipes brasileiras precisam encarar um jogo de Libertadores como simplesmente mais um jogo, pois, enquanto todo jogo de Libertadores for o "jogo do ano", mais vexames passaremos, sendo eliminados jogando na defesa. É algo a se pensar.
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