Ser blogueiro requer um pouco de tempo e muita informação. Como nas últimas duas semanas me faltou tempo (e um pouco de vontade, confesso), consequentemente não li muita coisa. Daí a falta de novos posts.
A animação para escrever hoje veio seguida de uma indagação: escrever sobre o que? De imediato, veio à cabeça a final da Copa do Brasil de ontem. É o acontecimento importante mais recente, mas para suprir um pouco a ausência dos textos, decidi também escrever sobre alguns fatos após o dia 26/05, data do último post.
Primeiramente, o imbatível e encantador Barcelona. Equipe fantástica, de toque refinado, detentora de craques como Iniesta, Xavi e o candidato a melhor jogador que já vi jogar: Lionel Messi - posto ocupado atualmente por Ronaldo, que também será assunto ao longo do texto. A final contra o Manchester não teve cara de final. Digo isso porque o Barça, assim como faz com todos que lhe enfrentam, fez do United um time pequeno. Os Red Devils ficaram o tempo todo correndo atrás da bola, boquiabertos com tantas inversões de jogo, passes de primeira e dribles desconcertantes. Resultado: Barça campeão da Champions League e Messi virtual melhor jogador do mundo ao fim de 2011.
Da Europa para a América do Sul. O último post deste humilde blog abordava o primeiro jogo da semifinal da Libertadores entre Santos e Cerro Porteño, com vitória brasileira. Na ocasião escrevi que achava pouco o resultado de 1x0 e que a falta de agressividade na primeira partida poderia custar caro. Não foi. O Santos segurou a pressão paraguaia e matou o jogo em excelentes contra-ataques. A final com os uruguaios do Penãrol foi um boa notícia, uma vez que, particularmente, achava o time do Vélez Sarsfield muito superior. Muricy Ramalho tem pela frente uma ótima oportunidade de abocanhar o título que lhe falta ao consagrado currículo.
Em Roland Garros algumas novidades, outras nem tanto. A novidade fica por conta da quebra da sequencia de 41 jogos invictos de Novak Djokovic pelo ex-número-um-do-mundo, Roger Federer. A destacar também a queda de Thomaz Belucci na terceira rodada e o título de Rafael Nadal - para quem ganhar de Roger Federer no saibro não é nenhuma novidade.
Na última terça-feira, Ronaldo fez seu último jogo com a camisa da seleção brasileira. Como de costume, o Fenômeno foi contra a lógica: quando se esperava pouca ou nenhuma participação do atacante, foi ele o responsável pelos momentos de melhor futebol da equipe de Mano Menezes. Antes de sua entrada e após ela, a seleção foi burocrática. Neymar exagerou nos dribles, Jádson acertou pouquíssimos passes e a seleção ganhou pelo resultado mínimo da fraca seleção Romena.
Fatos positivos:
1. O gol de Fred e sua convocação para o Copa América. Acredito que o atacante do Fluminense tem grande qualidade e muito o que contribuir com a seleção. Basta jogar...
2. Lucas ao invés de Thiago Neves na Copa América. Acho muito mais sensato convocar o garoto do que o meia flamenguista. Thiago fez muito pouco ainda para voltar à seleção. Lucas tem uma característica que Thiago não tem: a velocidade na condução da bola. Esse fator pode mudar o cenário de uma partida.
Fatos negativos:
1. A narração do Galvão Bueno na TV Globo. Meu Deus! O que achava que estava fazendo?!? Tentando o tempo todo colocar um ar sentimental em sua narração, devido ao fim da linha de Ronaldo. Desnecessário. Tomara que Milton Leite e seu "Olha a batíííída" narre mais jogos naquela emissora.
Ufa! Chegamos ao último assunto: Vasco campeão da Copa do Brasil. Você viu o jogo? Se não, perdeu um jogaço. Lá e cá. O Vasco desde o início com seus contra-ataques e o Coxa tentando sufocar. Anderson Aquino fez falta ao Coritiba (Marcos Paulo, seu substituto, só fez cagada enquanto esteve em campo) e a volta de Eder Luís e Ramón fez muito bem ao Vasco. Alecsandro fez o primeiro gol do jogo e deu a impressão de ter definido a parada. Apenas impressão. O Coritiba foi pra cima e virou o jogo. Não contava, porém, com o frango de seu goleiro. Daí para frente ficou difícil reverter o resultado e o Vasco sagrou-se campeão.
Diego Souza e Felipe
Numa das escapadas durante o trabalho à internet, li no globoesporte.com que Renato Maurício Prado, jornalista do canal Sportv e do jornal O Globo, dissera no programa matinal do canal (Redação Sportv) que a reação de Diego Souza e Felipe, tampando os respectivos rostos a quinze minutos do final da partida, é passível de crítica. Duas palavras definem os comentários de Renato: Flamenguista invejoso.
Twitter: @FabioNohbrega
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quinta-feira, 9 de junho de 2011
#64 - Inatividade: Barça, Santos, Roland Garros, Ronaldo e Vasco.... Ufa!
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quinta-feira, 26 de maio de 2011
#63 - No embalo de Neymar. E só dele.
Ok, eu sei: o título é manjado. Mas não há como escrever sobre o time do Santos de maneira diferente. Neymar está levando o time do Santos nas costas. Simples assim.
Sou muito reticente para escrever sobre as partidas. Penso que não há nada de interessante em escrever uma crônica, detalhando a partida, através de minuciosas e longas frases. Já fiz isso uma vez aqui, e depois de ler o texto algum tempo depois, vi que era desnecessário.Textos como aquele podem ser lidos em sites como globoesporte.com , lancenet.com.br e espn.com.br .... Decidi desde a longínqua leitura que, se fosse para falar sobre alguma partida específica, seria para apontar detalhes não costumeiros nas crônicas dos sites que citei.
Dito isso, vamos ao fatos:
Ontem não vi o jogo do Santos inteiro. Dormi pouco depois dos 30 minutos do primeiro tempo. Acabo de ver os melhores momentos da partida. Sei que não é o ideal comentar um jogo se não o assistiu por completo. Porém, o pouco que vi foi o suficiente para escrever esse texto.
Quando vi a escalação torci o nariz. Não gostei - e continuando não gostando - da escalação de Muricy Ramalho com Adriano, Arouca, Danilo e Elano no meio de campo. Com o talentoso Alan Patrik no banco, apostar em Elano para armar o jogo me soa muito cautesolo - coisa que sabidamente Muricy é. Está mais do que comprovado que Elano necessita de mais um meia ao seu lado para que seu jogo renda. Com o Alan Patrik junto de Elano, os volantes paraguaios teriam mais um cara para se preocupar, o que impediria, por exemplo, os recorrentes avanços dos mesmos ao ataque como visto nos minutos iniciais. Isso sem citar que o time de Muricy era o mandante...
Mas o Santos tem Neymar. E como esse cara está jogando bola. Cada vez mais maduro, Neymar é o responsável por todas as jogadas ofensivas do Santos. Seu jogo está mais produtivo, mais coletivo, menos individualista. Neymar dribla, mas, como se diz, "pra dentro do gol". E não pode ser ele o responsável por armar o jogo. O esquema ideal para que ele brilhe é aquele onde há um meia de fato (Ganso e Alan Patrik) e um centroavante que faça o pivô (não é o caso do Zé Eduardo). Borges tem tudo pra encaixar nesse time.
Não estou "gorando", mas acho 1 a 0 pouco. Jogando em casa, o Santos deveria ser mais agudo. O time do Cerro Porteño não é lá de todo ruim, não chegou às semi finais por acaso. O jogo de volta promete muita emoção, estádio lotado. E já citei num texto aqui, a dificuldade das equipes brasileiras em jogos desse tipo.
O Santos não pode a todo momento depender de Neymar.
@FabioNohbrega
Sou muito reticente para escrever sobre as partidas. Penso que não há nada de interessante em escrever uma crônica, detalhando a partida, através de minuciosas e longas frases. Já fiz isso uma vez aqui, e depois de ler o texto algum tempo depois, vi que era desnecessário.Textos como aquele podem ser lidos em sites como globoesporte.com , lancenet.com.br e espn.com.br .... Decidi desde a longínqua leitura que, se fosse para falar sobre alguma partida específica, seria para apontar detalhes não costumeiros nas crônicas dos sites que citei.
Dito isso, vamos ao fatos:
Ontem não vi o jogo do Santos inteiro. Dormi pouco depois dos 30 minutos do primeiro tempo. Acabo de ver os melhores momentos da partida. Sei que não é o ideal comentar um jogo se não o assistiu por completo. Porém, o pouco que vi foi o suficiente para escrever esse texto.
Quando vi a escalação torci o nariz. Não gostei - e continuando não gostando - da escalação de Muricy Ramalho com Adriano, Arouca, Danilo e Elano no meio de campo. Com o talentoso Alan Patrik no banco, apostar em Elano para armar o jogo me soa muito cautesolo - coisa que sabidamente Muricy é. Está mais do que comprovado que Elano necessita de mais um meia ao seu lado para que seu jogo renda. Com o Alan Patrik junto de Elano, os volantes paraguaios teriam mais um cara para se preocupar, o que impediria, por exemplo, os recorrentes avanços dos mesmos ao ataque como visto nos minutos iniciais. Isso sem citar que o time de Muricy era o mandante...
Mas o Santos tem Neymar. E como esse cara está jogando bola. Cada vez mais maduro, Neymar é o responsável por todas as jogadas ofensivas do Santos. Seu jogo está mais produtivo, mais coletivo, menos individualista. Neymar dribla, mas, como se diz, "pra dentro do gol". E não pode ser ele o responsável por armar o jogo. O esquema ideal para que ele brilhe é aquele onde há um meia de fato (Ganso e Alan Patrik) e um centroavante que faça o pivô (não é o caso do Zé Eduardo). Borges tem tudo pra encaixar nesse time.
Não estou "gorando", mas acho 1 a 0 pouco. Jogando em casa, o Santos deveria ser mais agudo. O time do Cerro Porteño não é lá de todo ruim, não chegou às semi finais por acaso. O jogo de volta promete muita emoção, estádio lotado. E já citei num texto aqui, a dificuldade das equipes brasileiras em jogos desse tipo.
O Santos não pode a todo momento depender de Neymar.
@FabioNohbrega
quinta-feira, 19 de maio de 2011
#62 - O dilema de um campeão
"Estatisticamente o maior piloto de todos os tempos". São com essas palavras que o site oficial da Fórmula 1 define o alemão Michael Schumacher. Sete vezes campeão do mundo, detentor de inúmeros recordes e ainda em atividade aos 42 anos de idade, Schumacher, desde que retornou à categoria após 3 anos de inatividade, não vive bons momentos.
Hoje li a entrevista que o alemão concedeu ao repórter Oriol Pundgiemont, do jornal espanhol El País. Nitidamente, o outrora imbatível piloto, não está confortável. Em determinados momentos da entrevista Schumacher cai em contradição. Em outros, expressa o desconforto com as críticas.
No alto de sua costumeira prepotência, ele afirma que "segue sendo excepcional", mas diz saber que "provavelmente seja pior piloto que anos atrás, só que não percebe". Ao responder sobre aqueles que o criticam por ter voltado a pilotar, Michael devolve: "Como podem me criticar se já não correm e comentam as corridas pela televisão?" (viu, Reginaldo Leme? rs) O alemão se esquiva nas comparações com novatos como Vettel e Hamilton e diz que a "única comparação justa, é com seu companheiro de equipe". Creio que ele se esquece nessa resposta de que nem de seu companheiro, Nico Rosberg, vem ganhando.
Está claro pra mim que ao aceitar a proposta da Mercedes para voltar a correr, Michael Schumacher não imaginava enfrentar tantas dificuldades. Acreditou que sua capacidade técnica (incontestável) era o suficiente para alçá-lo às primeiras posições durante a temporada. Não foi. Ele diz que não se arrepende de ter voltado, que está bem fisicamente e que não enfrentou tantas dificuldades no regresso. Assume, todavia, que os novos pneus Bridgestone não eram parecidos com nada que havia experimentado e que não se adaptou - o que, ao contrário do que afirmou, é uma baita dificuldade. Contraditório de novo.
O Heptacampeão vive um dilema. As críticas que está sofrendo impedem uma aposentadoria definitiva nesse momento, pois ele sairia por baixo. O carro da Mercedes não está entre os melhores do grid e só o talento de Schumi não está sendo suficiente para obter bons resultados. E para piorar tem um tal de Rosberg toda hora na sua frente... Enorme dilema !
A entrevista: http://www.elpais.com/articulo/deportes/Sigo/siendo/excepcional/elpepidep/20110519elpepidep_1/Tes
@FabioNohbrega
Hoje li a entrevista que o alemão concedeu ao repórter Oriol Pundgiemont, do jornal espanhol El País. Nitidamente, o outrora imbatível piloto, não está confortável. Em determinados momentos da entrevista Schumacher cai em contradição. Em outros, expressa o desconforto com as críticas.
No alto de sua costumeira prepotência, ele afirma que "segue sendo excepcional", mas diz saber que "provavelmente seja pior piloto que anos atrás, só que não percebe". Ao responder sobre aqueles que o criticam por ter voltado a pilotar, Michael devolve: "Como podem me criticar se já não correm e comentam as corridas pela televisão?" (viu, Reginaldo Leme? rs) O alemão se esquiva nas comparações com novatos como Vettel e Hamilton e diz que a "única comparação justa, é com seu companheiro de equipe". Creio que ele se esquece nessa resposta de que nem de seu companheiro, Nico Rosberg, vem ganhando.
O Heptacampeão vive um dilema. As críticas que está sofrendo impedem uma aposentadoria definitiva nesse momento, pois ele sairia por baixo. O carro da Mercedes não está entre os melhores do grid e só o talento de Schumi não está sendo suficiente para obter bons resultados. E para piorar tem um tal de Rosberg toda hora na sua frente... Enorme dilema !
A entrevista: http://www.elpais.com/articulo/deportes/Sigo/siendo/excepcional/elpepidep/20110519elpepidep_1/Tes
@FabioNohbrega
quarta-feira, 11 de maio de 2011
#61 - Sr.Imprevisível
Thomaz Belucci foi simplesmente sensacional no Masters 1000 de Madrid. Jogou muita bola, passou por cima de dois top ten e, apesar da derrota, arrancou um set do imbatível - posteriormente campeão do torneio - Novak Djokovic. Atuações de gala, inimagináveis até então, se considerado o retrospecto do brasileiro durante o ano até o início do torneio na capital espanhola. Alcançar a semifinal era um resultado imprevisível.
Fazia tempo que não parava para ver um jogo de tênis. E na verdade não vi. Acompanhei o duelo Belucci x Djokovic pelo site UOL, em tempo real. Angustiante. Mas a empolgação com o desempenho do garoto natural de Tietê (SP) era tanta que naquele sábado alternei minhas atenções entre trabalho e portal - que meu chefe não leia isso.
Eis que chega o Masters 1000 de Roma. Thomaz chega à Itália com a moral lá em cima após ser alçado ao 22º lugar do ranking da ATP e mais seguro de si após os grandes jogos que fez. O adversário da primeira partida é o italiano Paolo Lorenzi, ocupante do 148º lugar do ranking. Adversário este que, convenhamos para quem venceu na mesma semana Andy Murray e David Ferrer, não deveria ser uma pedra no sapato.
Deveria. A lógica, mais uma vez, não funcionou com Belucci. Novamente o brasileiro caiu na primeira fase de um torneio onde esperava-se muito dele. Outra vez foi derrotado prestes a ingressar na lista dos 20 melhores tenistas do mundo.Uma derrota imprevisível.
Uns dirão que ao esperar algo de Belucci estou criando falsas expectativas. Outros que foi apenas uma fatalidade. Eu digo que não há como se afirmar nada sobre Thomaz atualmente.
"Porra, mas o cara vai ficar em cima do muro?!?" Calma. Acontece que Belucci, na minha visão, estão em um momento de afirmação - ainda. Período que varia de atuações desastrosas a partidas brilhantes. Ao sentar para ver um jogo de Thomaz Belucci esqueça, caro leitor, quaisquer prognósticos, pois o número um do Brasil é um jogador totalmente imprevisível.
Após a derrota por 2 a 0 na primeira partida, Belucci disse que o cansaço atrapalhou - foram dois dias entre a eliminação em Madrid e a estreia em Roma. Realmente foi a primeira semana do ano em que ele jogou 5 partidas. Mas, particularmente, penso que um atleta que pleiteia estar entre os melhores de sua modalidade, deveria estar preparado para tal situação. Enfim, não sou médico, tudo não passa de um achismo..
Agora resta aguarda Roland Garros. O que esperar de Belucci nesse torneio? Imprevisível.
@FabioNohbrega
Fazia tempo que não parava para ver um jogo de tênis. E na verdade não vi. Acompanhei o duelo Belucci x Djokovic pelo site UOL, em tempo real. Angustiante. Mas a empolgação com o desempenho do garoto natural de Tietê (SP) era tanta que naquele sábado alternei minhas atenções entre trabalho e portal - que meu chefe não leia isso.
Deveria. A lógica, mais uma vez, não funcionou com Belucci. Novamente o brasileiro caiu na primeira fase de um torneio onde esperava-se muito dele. Outra vez foi derrotado prestes a ingressar na lista dos 20 melhores tenistas do mundo.Uma derrota imprevisível.
Uns dirão que ao esperar algo de Belucci estou criando falsas expectativas. Outros que foi apenas uma fatalidade. Eu digo que não há como se afirmar nada sobre Thomaz atualmente.
"Porra, mas o cara vai ficar em cima do muro?!?" Calma. Acontece que Belucci, na minha visão, estão em um momento de afirmação - ainda. Período que varia de atuações desastrosas a partidas brilhantes. Ao sentar para ver um jogo de Thomaz Belucci esqueça, caro leitor, quaisquer prognósticos, pois o número um do Brasil é um jogador totalmente imprevisível.
Após a derrota por 2 a 0 na primeira partida, Belucci disse que o cansaço atrapalhou - foram dois dias entre a eliminação em Madrid e a estreia em Roma. Realmente foi a primeira semana do ano em que ele jogou 5 partidas. Mas, particularmente, penso que um atleta que pleiteia estar entre os melhores de sua modalidade, deveria estar preparado para tal situação. Enfim, não sou médico, tudo não passa de um achismo..
Agora resta aguarda Roland Garros. O que esperar de Belucci nesse torneio? Imprevisível.
@FabioNohbrega
quarta-feira, 4 de maio de 2011
#60 - Em 140 caracteres...
Às 10h05 aproximadamente, o amigo Caio (@caio_gdf) postou algo no twitter que concordei - e retwittei, inclusive - e que casa direitinho com o que vimos nesta quarta. Disse o profeta Caio: " O clima de espectativa que o brasileiro tem sobre esse campeonato atrapalha....Porra, futebol ñ tem segredo é so jogar bola!! " (sic).
Não estou, obviamente, dizendo que os clubes brasileiros devam deixar de lado a Libertadores. Ela é importantíssima para o clube, sobretudo, financeiramente. Ocorre que não vejo necessidade de se mudar da água para o vinho a maneira de jogar da equipe, de sair igual a uma boiada em em direção ao ataque, deixando a defesa desguarnecida quando se joga em casa ou de colocar os incontáveis defensores quando é o visitante. Como escreve Caio "...É só jogar bola!!".
Cheguei em casa hoje quando o jogo do Internacional já estava no intervalo. Pasmo, vi em 5 minutos o fraquíssimo Penãrol virar o jogo e voltar de Porto Alegre com a vaga às quartas de final. O Inter absurdamente parou após sofrer o primeiro gol. Recorro novamente a um post de @caio_gdf no twitter, escrito três minutos antes do primeiro: "Time brasileiro na libertadores é quase smp a msm coisa...tomam um gol e entram em choque....qdo isso vai mudar eu nao sei..." (sic). O motivo dos clubes entrarem "em choque" é, de fato, inexplicável.
As equipes brasileiras precisam encarar um jogo de Libertadores como simplesmente mais um jogo, pois, enquanto todo jogo de Libertadores for o "jogo do ano", mais vexames passaremos, sendo eliminados jogando na defesa. É algo a se pensar.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
#59 - É clássico ou não?
É uma discussão recorrente e que ganhou vida outra vez pelo fato da Portuguesa ser o time de maior história dentre aqueles que enfrentariam os supracitados grandes do estado nas quartas de finais do Campeonato Paulista. Grande parte da mídia, talvez na tentativa de dar um ar de entusiasmo ao monótono Paulistão (que pelo o que se viu deveria ser “Paulistinha”), noticiou que teríamos um clássico nas quartas de finais do torneio. O blogueiro, que vos fala, particularmente, não vê os jogos contra a Lusa como um clássico.
Sei que, certamente nesse milésimo de segundo que antecedeu a leitura do início dessa frase, fui xingado por alguns – ainda mais se houver algum torcedor da Portuguesa lendo. Mas antes de ser execrado, de ser rotulado como aquele que deseja ser senhor da verdade, externarei meus motivos.
O que é um clássico para você, leitor? Pergunte-se. Provavelmente compartilhará da minha idéia de que clássico é aquele jogo em que há toda uma movimentação de torcedores, da imprensa e que causa aquela ansiedade típica dos grandes jogos. Agora indague um corintiano, palmeirense, santista ou são-paulino e pergunte se ele se empolga como num confronto contra o maior rival nos jogos contra a Portuguesa....
Obviamente que não estou rebaixando a Lusa e seus torcedores. Pelo contrário. Pesquisei e sei de toda a grande história desse grande clube. No entanto, temos de ser realistas e dizer – doa a quem doer- que a Portuguesa não está no patamar de um grande clube. É um time com uma bonita história, que tem o seu destaque nacionalmente (bem como Ponte Preta, Guarani, Juventus...) mas que na atualidade já não pode ter seus duelos considerados clássicos.
@FabioNohbrega
sábado, 16 de abril de 2011
#58 - O primeiro, mas não qualquer um
O jovem Javier Hernández chegou ao Manchester United em julho de 2010 proveniente do mexicano Chivas Guadalajara. Hoje, aos 22 anos, o jogador vem enchendo de orgulho os mexicanos e de alegria os ingleses devido a suas atuações pelos Diabos Vermelhos.
Desde o início da carreira, Chicarito Hernández acumula números de destaque. No Chivas, além dos 29 gols que marcou, estabeleceu um recorde no último Campeonato Clausura marcando 8 gols nos 8 primeiros jogos. No Manchester, já marcou 18 gols em 37 jogos, média de 0,48 por jogo, maior que os 0,36 da época de Chivas.
Os dezoito gols na temporada o credencia a quebrar outro recorde: o do compatriota Luís Garcia, que, atuando pelo Atlético de Madrid, fez 20 gols em sua primeira temporada na Europa, melhor marca até então para um jogador mexicano. Atualmente comentarista da TV Azteca, García, disse, em entrevista ao jornal mexicano Record, que Hernández quebrará seu recorde e que “ele será um jogador do topo e não só de 20 gols por ano”.
Como não poderia deixar de acontecer, as boas atuações de Javier Hernández renderam comparações com aquele que talvez tenha sido o maior atleta de futebol do México: Hugo Sánchez. Enrique Porta, jornalista do diário esportivo ESTO é precavido ao falar de Hernández. Segundo ele, Chicarito é “o melhor jogador mexicano atualmente, um jovem com futuro promissor”, mas “é impossível compará-lo a Hugo”.
De fato, há ainda um abismo separando Hugo Sánchez de Javier Hernández. Atualmente com 52 anos, Sánchez encerrou sua carreira em 1998 com 423 gols marcados, sendo 324 por clubes e 29 pela seleção mexicana. Foi ídolo nos rivais Atlético e Real Madrid. Disputou três Copas do Mundo. Hernández tem um total de 57 gols na carreira ( 47 por clubes e 10 pela seleção), não é titular absoluto na Europa (disputa posição com Berbatov) e jogou sua primeira Copa do Mundo no ano passado.
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